Última tentativa do Tronco de Natal: uma jornada fora do comum

Jan 04, 2026

Olá, companheiro!

Hoje quero contar-te a história da minha última tentativa do Tronco de Natal deste ano.

Quem me acompanha há algum tempo já sabe que, todos os anos, tenho esta pequena “mania”: tentar apanhar um bom robalo à bóia, de dia, fora de época, em pleno inverno. Um desafio difícil, pouco lógico e até meio estúpido… mas que para mim faz todo o sentido. 😄
No fundo, mais do que o peixe, o que importa é o tempo passado à pesca e o prazer de estar a fazer aquilo que mais gosto.

Este ano, no entanto, as coisas não ajudaram nada.

O inverno foi particularmente duro, com condições meteorológicas muito mais adversas do que o normal para esta altura do ano. A isso juntou-se a minha falta de disponibilidade e, no final de contas, só consegui duas tentativas para o Tronco de Natal. Esta foi a segunda… e a última.
Ou seja, probabilidade de sucesso? Quase zero.

Para piorar ainda mais, acabei por ir à pesca num domingo, já depois do almoço, algo que normalmente evito. Gosto muito mais de pescar durante a semana, com menos gente e outra tranquilidade. Mas era o que havia, e quando a vontade aperta, arranja-se sempre maneira.

Cheguei ao pesqueiro e logo ali estranhei uma coisa: não estava lá ninguém.
É um pesqueiro que faz parte do meu roteiro 101 pesqueiros e, num dia de mar grande, com ondas perto dos 3 metros, não é assim tão fácil encontrar locais em condições para pescar. Segunda-feira ainda por cima era feriado… e mesmo assim, estava completamente vazio.

Confesso que achei estranho.




A pesca começou logo a dar sinais positivos.
Nos primeiros lançamentos começaram a aparecer sargos, o que, apesar de não ser o meu objetivo principal, são sempre bem-vindos. Fui fazendo uma pescaria porreira, com peixe a aparecer e alguma ação constante. Também surgiram aqueles peixes menos nobres a chatear, o que era perfeitamente expectável.

Mas robalos… nada.
Simplesmente não andavam por ali.

Outra dificuldade foi a falta de isco.
Não consegui arranjar nem sardinha nem caranguejos vivos. Tinha apenas lingueirão, que o robalo até gosta, mas não é, de todo, o melhor isco quando estamos à procura de um grande tronco.

Mesmo assim, continuei.
Durante grande parte da pescaria comecei a sentir umas picadas muito estranhas. Não eram toques normais. Algo andava constantemente a roubar-me o isco e eu não conseguia perceber o que era. Pela força, pelo comportamento, não fazia muito sentido.

Fui insistindo, mudando pequenos pormenores, tentando perceber o que se passava ali em baixo.

Já com o sol a baixar, finalmente consegui ferrar um desses peixes “misteriosos”.
E quando o vi à tona… fiquei completamente surpreendido.

Era um carapau.

Confesso que fiquei de boca aberta.
Carapaus, em pleno fim de dezembro, com mar grande, quase 3 metros de onda, e eu ali a pescar com uma montagem grossa e pesada, pensada para um grande robalo? Nunca me passou pela cabeça.

E o mais curioso é que, mesmo com todo esse material claramente exagerado para a espécie, ainda consegui tirar dois carapaus.

Foi daqueles momentos em que o mar nos relembra que nunca sabemos tudo.
Podemos achar que já vimos de tudo, mas a pesca tem sempre maneira de nos surpreender.

No fim, não houve Tronco de Natal.
Mas houve tempo bem passado, peixe na linha, aprendizagem e mais uma história para contar. E isso, para mim, já valeu a pena.

Às vezes não é o peixe que procuramos que aparece… mas é sempre o mar que decide.

Abraço,
MM 🎣



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